terça-feira, 27 de janeiro de 2026

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Livros de Hadil Almeida



                                                       📕 Livro : A Sucata humana e os espíritos  Sinopse:
A obra 'A sucata humana e os espíritos' de Hadil Almeida se passa em Luanda, 1986, e segue a jovem datilógrafa Vissolela, que se envolve na vida de um homem enigmático, conhecido como D, enquanto ele narra uma história marcada por amor, traição e vingança. O romance explora temas de trauma e redenção em um contexto de guerra civil, onde os personagens lutam para encontrar paz em meio ao caos. A narrativa é uma jornada emocional que desafia as percepções sobre o que é real e o que é espiritual.

                                                   Leia aqui "A sucata humana e os espíritos"



📕 Livro: Uma boleia do destino (Trilogia)




Neste segundo livro, a nossa boleia continua na mesma rota para o destino. O destino da relação do Lobo e da Ângela. Eram apenas meros desconhecidos se cruzando na Universidade, até o dia em que Ângela decide dar uma boleia ao jovem Lobo e após essa ocasião tudo muda entre eles. Nasce uma paixão ardente, guiada por desejos profanos que os fazia sentirem-se santos perto um do outro. O amor intensificava. Mas descobertas de segredos sombrios afetam a confiança criada e põem em causa o futuro da relação. Entretanto, todas histórias têm os seus momentos de amor e de guerra. Até as paixões mais intensas cessam; grandes amores se tornam apenas um número gravado em nossa lista telefônica, e todos planos para o futuro se tornam meras lembranças de momentos nunca vividos. Nessa segunda parte, os leitores chegaram bem a tempo na paragem para pegarem essa boleia e acompanharem a jornada desse romance, que talvez termine com anéis no altar duma igreja ou com um acidente que leva essa boleia à Um Lugar Errado.

Leia "Uma boleia do destino"



📕 Livro: Guerra, Amor e café

Leia "Guerra, amor e Café"



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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Deus também fica em silêncio - 12 Luas Cheias (1° Lua)

 


Deus também fica em silêncio - 12 Luas Cheias

Nota de abertura

 Deus também fica em silêncio 12 Luas Cheias 

É uma única narrativa, contada em 12  partes, ao longo de um ano.
Não porque falte o que dizer, mas porque certas verdades só se revelam quando não são forçadas.

Como funciona

  • 1 parte por mês
  • Publicação: todo dia 7
  • Durante 12 meses
  • 2026

Leia no seu ritmo.  Tempo médio de leitura: 9 a 11 minutos,
Volte quando a lua voltar.

As Luas


🌕 1° Lua07 de janeiro de 2026 (publicado)

• 🌕 2° Lua07 de fevereiro de 2026
• 🌕 3° Lua07 de março de 2026
• 🌕 4° Lua07 de abril de 2026
• 🌕 5° Lua07 de maio de 2026
• 🌕 6° Lua07 de junho de 2026
• 🌕 7° Lua07 de julho de 2026
• 🌕 8° Lua07 de agosto de 2026
• 🌕 9° Lua07 de setembro de 2026
• 🌕 10° Lua07 de outubro de 2026
• 🌕 11° Lua07 de novembro de 2026
• 🌕 12° Lua07 de dezembro de 2026



Deus também fica em silêncio

 1° Lua


— Ele vem? — perguntou o pai, já deixando transparecer o aborrecimento com o rumo que a situação tomava. O misto de preocupação e nervos estava à flor da pele.

— Não sei. — a mãe respondeu quase num sussurro, enquanto pousava os pratos na mesa.

— Nunca sabes! — o pai replicou, batendo levemente na mesa. Uma taça deslizou e caiu sem partir.

A mãe olhou-o em silêncio. Demorou alguns segundos antes de falar.

— Você é um perdedor, você. — disse, e afastou-se logo depois de colocar o último talher sobre a mesa.

Ele, ainda insatisfeito, seguiu-a até à cozinha. Aproximou-se enquanto ela permanecia de costas, organizando o que restava para servir o jantar.

— Você sempre foge quando o assunto é o mau comportamento do teu filho querido. É você que alimenta isso nele.

— O que você quer Zé? Eu não quero discutir. Vamos jantar e acabou. — respondeu, já com a voz mais alta.

— É isso que você sempre faz. Guarda a sujeira debaixo do tapete.

— Que sujeira qual quê?

— O comportamento do teu filho querido.

— Ele também é teu filho. Então qualquer mau comportamento, a culpa também é tua.

— Minha culpa?

Ela virou-se de costas.

— Me deixa em paz.

Ele percebeu que já não discutiam sobre o filho. Discutiam sobre tudo o que nunca souberam dizer quando ainda havia tempo. E isso, de alguma forma, doía mais.

Ela tentou passar por ele para voltar à sala. Ele estendeu o braço, bloqueando-lhe a passagem. Por um segundo, nenhum dos dois se mexeu.  No movimento seguinte, a tigela cheia de funge escorregou e caiu no chão, espalhando tudo.

— É isso que você queria? — ele disse. — É isso que você queria?

— O que eu queria era que nós fôssemos uma família de verdade. E não três pessoas a viver na mesma casa.

— Mas a culpa é tua. Eu fiz tudo. Eu dei tudo o que uma mãe podia dar a um filho. Tudo. — disse, encarando-o. — Mas e você?

O pano amarrado à cintura dela soltou-se. O vestido sujo de fuba ficou exposto.

— E você acha que sair de madrugada e voltar ao anoitecer para pôr comida nesta casa, de janeiro a dezembro, não é dar no duro? Achas mesmo? — ele respondeu, exaltado. — Eu podia desperdiçar a minha vida na rua, mas sempre voltei para vocês. Sempre. E sempre saí para trabalhar, até nos meus piores dias.

— E esperas o quê, Zé? Aplausos? — ela apanhou o pano do chão e começou a bater palmas, carregando toda a ironia que lhe restava. — Foste trabalhar e sustentaste a tua família. Isso é o mínimo que se espera das responsabilidades de um homem. Queres um prémio por isso?

Ele virou-se de costas e passou as mãos pelo rosto, tentando conter o que já transbordava nos gestos.

— Um prémio? É isso?

Virou-se de repente e gritou:

— Eu queria respeito. Amor. — apontou em redor da cozinha. — Tudo o que fiz nesta casa foi por amor. Não precisei que me pagassem por isso. Faria tudo outra vez.

Sentou-se no banquinho mais próximo. A voz baixou, mas não perdeu peso.

— Mas não sei onde errei como pai… Tudo o que tentei foi ser um pai como o que tive.

Fez uma pausa.

— Agora olha para nós. Olha para mim, Teté… Vinte e seis anos depois, e ainda estamos aqui a discutir sobre como eu devia ter sido um bom pai.

Ele manteve-se sentado, o olhar perdido num ponto qualquer da cozinha.

— A culpa é minha. — disse, quase para si. — Sempre foi.

Ela não respondeu de imediato. Continuou a limpar o chão como se ainda houvesse algo para salvar do funge espalhado.

— Fui eu que devia ter visto antes. Fui eu que devia ter segurado aquilo quando começou a desandar. — levantou os olhos. — Ele é meu filho. Se algo deu errado, começa em mim.

A mãe parou. Endireitou-se devagar. Ficou de frente para ele.

— Não. — disse. — Não começa só em ti.

Ele abriu a boca para responder, mas ela continuou.

— Isso é mentira confortável. A culpa toda num só corpo parece mais fácil de carregar. Mas não é assim.

Ela respirou fundo.

— Como marido, tu foste bom, o melhor. Sempre foste. — fez um gesto vago com a mão. — Nunca foi isso.

Mas como pai… errámos. Os dois.

Ele franziu o rosto.

— Tu foste duro demais. Eu fui branda demais. Nunca falámos a mesma língua com ele. — disse ela. — Cada um puxou para um lado diferente, e chamámos isso de educação.

O silêncio voltou a sentar-se entre eles.


— As expectativas nunca bateram certo. — continuou. — Nem as nossas, nem as dele.
O que não dissemos quando devíamos dizer… virou hábito.
O que não fizemos quando ainda dava tempo… virou distância.

Ela baixou os olhos.

— Isso não é só culpa tua. É nossa.

Ele levantou-se de repente, a cadeira arrastando no chão.

— Mas eu sou o homem! — gritou. — Era eu que devia resolver isso. Eu devia ter noção. Eu devia ter segurado tudo antes de cair.

Passou as mãos pelo rosto, outra vez.

— Um homem não devia deixar o próprio filho perder-se assim.

Antes que ela respondesse, um som cortou o ar.

Alguém batia a porta. A mãe endireitou o corpo num sobressalto.

— Está aí. — disse num fio de voz. — Ele chegou.

O pai não se moveu.

— Agora lhe diz. — continuou ela, com os olhos fixos na porta. — Diz tudo o que disseste aqui.

Ele deu um passo, depois parou.

Bateram a porta outra vez.

Ela foi até à porta.

Quando abriu, não era ele. Era a namorada dele.

Ela entrou apressada, os olhos varrendo a sala antes mesmo de dizer qualquer coisa.

— Ele já chegou, mamã? — perguntou, ainda ofegante.

A mãe demorou um segundo a responder.

— Não… — disse. — Achámos que meu filho vinha contigo.

A namorada franziu o rosto, confusa.

— Comigo? Eu pensei que ele estivesse aqui. — olhou para o pai. — Ele disse que vinha para casa.

O pai não respondeu de imediato. Limitou-se a abanar a cabeça, quase imperceptível.

— Não veio. — disse por fim. — Desde ontem.

O silêncio caiu pesado, como se alguém tivesse fechado uma janela invisível.

— Então… — ela começou, mas não terminou a frase.

Deu um passo em frente e parou. Levou a mão à cabeça por um instante, depois desceu até à barriga, num gesto quase involuntário. O corpo cedeu ligeiramente.

A mãe foi rápida.

— Senta. — disse, segurando-lhe o braço. — Senta, por favor.

Ajudou-a até à cadeira. A namorada deixou-se ficar, respirando fundo, a mão ainda pousada sobre a barriga, agora sem tentar esconder.

A mãe olhou para aquilo e entendeu antes de perguntar.

— Há quanto tempo? — disse, num tom mais baixo do que vinha usando a noite inteira.

Um silêncio se extendeu por alguns segundos até que a namorada finalmente respondeu a dona Teté.

— Pouco. — respondeu ela. — Eu ainda nem…

Calou-se.

A mãe puxou outra cadeira e sentou-se à frente dela.

— Ele sabe? — perguntou.

A namorada abanou a cabeça.

— Não. Ia contar hoje.


Ninguém disse mais nada. Ficaram os três ali, de pé e sentados ao mesmo tempo, cada um num ponto diferente da mesma preocupação. O relógio da sala marcava o tempo com um som seco, regular, quase indecente.

Ele não estava ali. E ninguém sabia exatamente onde estava. Tio Zé olhou para ela ali sentada, a mão sobre a barriga, e sentiu algo que não soube nomear de imediato. Não era raiva. Não era culpa apenas. Era a percepção tardia de que o futuro não espera que os homens estejam prontos. Pensou no seu filho como pai pela primeira vez. Não como problema. Não como falha. Mas como continuidade. E isso o assustou mais do que tudo o que tinham discutido naquela noite.

Ser pai, afinal, não termina quando o filho cresce. Apenas muda de forma. 

O erro não se apaga. Ele atravessa gerações.

Perguntou-se se o filho teria medo como ele tivera. 

Se estaria agora algures a tentar ser homem sem saber exatamente como. 

Como ele próprio fizera, anos antes.  Repetindo gestos que achava certos apenas porque não conhecia outros.

O futuro, percebeu ali, não estava na barriga daquela rapariga. Estava naquilo que ninguém lhes ensinara a dizer a tempo. E o medo não era perdê-lo. Era vê-lo repetir tudo.

A mãe estendeu a mão e ajeitou o pano sobre a mesa, como se ainda houvesse jantar a servir.


— Ele deve aparecer. — disse, sem convicção. — Sempre aparece quando a comida já esfriou. — disse o tio Zé.

Ninguém respondeu. Ele olhou para o relógio e percebeu que aquela noite já durava mais do que devia. Pensou que tudo aquilo estava a acontecer rápido demais. O filho saíra de casa no dia anterior, e já parecia distante como alguém que partira há anos.

Entendeu ali que o tempo não avisa quando vai quebrar uma família. Apenas passa. E quando se percebe, já levou alguém junto. A mãe continuava a dobrar e desdobr a tolha de mesa.

A batida na porta não foi forte. Despertou-lhes logo. Três toques curtos. O pai levantou-se primeiro. Não por pressa, mas por instinto. Antes que chegasse à porta, suspirou.


Era um homem que nenhum deles conhecia bem. Rosto comum. Roupa comum.

— Boa noite. — disse. — Desculpem incomodar a esta hora.

O pai assentiu com a cabeça.

— Estamos à procura de um rapaz. — continuou o homem, olhando rapidamente para os três, como quem confirma se está no sítio certo. — Disseram-nos que ele mora aqui.

A mãe sentiu o corpo enrijecer.

— O nosso filho? — perguntou. — Ele não está em casa desde ontem.

O homem confirmou com um leve movimento de cabeça.

— Ele está bem? Fez alguma coisa?

— Sim, senhor!

— Sim o quê, caraças!

Houve uma pausa curta demais para ser confortável.

O homem ia responder quando uma voz surgiu do lado de fora.

— Não é aqui. — disse alguém. — É na outra casa.

Todos se viraram ao mesmo tempo.

Era um segundo homem, mais novo, apontando para a casa ao lado.

— Já confirmámos. — continuou. — A ocorrência é com o rapaz dali.

O pai sentiu o ar voltar aos pulmões num impulso brusco.

— Então… — disse devagar. — Então não é o meu filho.

O primeiro homem confirmou.

— Não. — disse. — Estamos à procura do Sérgio. — disse o nome, e o pai reconheceu-o de imediato. O amigo do filho. O vizinho. Desde criança.

O alívio veio rápido demais para ser limpo. Veio sujo. Misturado com outra coisa

— Não é ele que estamos a procurar. — acrescentou. — Mas estavam juntos.

O pai sentiu o chão perder alguma firmeza.

— Juntos onde? — perguntou.

— Ontem à noite. — respondeu o homem. — Depois disso, ninguém mais os viu.

O silêncio voltou a ocupar a sala.

— Se tiverem qualquer informação… — começou o homem, mas não terminou a frase.

Não precisava.

— Avisem-nos. — concluiu, por fim.

Ele deu um passo atrás, esperando alguma reação que não veio.

— Boa noite. — disse outra vez.

A porta permaneceu aberta, nenhum dos três se mexeu. A casa parecia maior. E perigosamente vazia. O pai fechou os olhos por um instante.

A mãe manteve-se de pé. Não sentou. Não caiu. Apenas respirou fundo, como quem se recusa a ceder naquele momento.

Pensou no filho pequeno, a brincar naquela mesma rua. Pensou em quantas vezes o chamara para dentro, e quantas vezes deixara passar. Pensou em como nunca se sabe exatamente o momento em que a vigilância vira confiança ou abandono.

O perigo não era ter feito algo errado. Era não saber onde ele estava agora.

A namorada mexeu-se na cadeira e comentou.

— Depois de ir ter comigo, eles estavam juntos ontem. — disse, num fio de voz. — Mas depois se separaram. Ele disse que vinha para casa.

— Disse a que horas? — perguntou a mãe, aproximando-se.

— Não. — respondeu ela. — Só disse que vinha.

— Então ninguém sabe onde está o meu filho. — disse o pai, mais como constatação do que pergunta.


Ficaram os três ali, ligados pela mesma ausência, tentando montar uma história com peças que não encaixavam. O filho não estava em casa. Não estava a ser procurado.
Mas também não estava seguro. E isso era pior do que qualquer acusação.


O pai foi até à porta e ficou ali, olhando para a rua vazia. Não era o filho que procuravam. Inspirou fundo, como quem tenta organizar o que ainda não aconteceu. Percebeu que, pela primeira vez, não tinha plano algum. Nem como homem. Nem como pai. E o medo, ali, já não era perdê-lo. Era encontrá-lo tarde demais.

A mãe levantou-se em silêncio. Pegou na bolsa, conferiu o telemóvel e calçou os sapatos.

— Onde vais? — perguntou o pai.

Ela não respondeu de imediato.

— Nós ficamos à espera quando já não sabe o que fazer. — disse. — Eu ainda sei andar, então vou fazer alguma coisa.

Saiu de casa em passo lento e firme. 

A namorada permaneceu sentada, respirando com dificuldade. Sozinha na sala

O pai ficou onde estava, entre a porta, divido entre o luar e a lampada acesa na sala sem saber ainda se iria atrás do filho ou atrás do tempo que já não voltava.

 

 

  • Continua...
    🌕 2° Lua — 07 de fevereiro de 2026

 



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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

“Os números mudaram part. 2” - Por: Luis da Silva Ubuntu




Mais uma vez, os números mudaram! Novamente vive-se a euforia e o encanto de transitarmos para um novo ano. Mais uma vez tudo parece perfeito, porém, mais uma vez esquecemos que o início da caminhada não dita toda a jornada.


Mais champanhe é aberto para brindar, brindar pela vida e por tudo aquilo que se almeja. Mas é fundamental ter os pés assentes no chão e continuar a sonhar, sonhar com realismo. É crucial entendermos que nada muda se continuarmos os mesmos.


Mais uma vez, os números mudaram! Se Deus quiser, novamente teremos 365 dias para sermos pessoas melhores, para compartilharmos mais amor e fazermos do mundo um lugar melhor. Mais 365 dias para irmos atrás dos nossos objectivos e regozijarmo-nos por cada conquista.


Que neste novo ano, usemos a fórmula de sucesso para tudo o que correu bem e ajustemos todas as fórmulas que não resultaram. Que sejamos pessoas melhores, com um coração limpo, sem inveja das conquistas alheias e com a capacidade de perceber que nem sempre teremos tudo o que desejamos. Assim é a vida!


Agradeça a Deus por testemunhar mais uma vez a mudança dos números e, faça acontecer para que 2026 seja um ano repleto de conquistas em meio a todas as tempestades que possam surgir. Que não sejam apenas os números a mudar, a mudança de tudo começa em nós!


Feliz ano novo, família 🎉


01.01.2026

Por: Luis da Silva Ubuntu 

#DoSambilaParaOmundo #felizanonovo #2026

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sábado, 27 de setembro de 2025

Conversas necessárias - Por: Luis da Silva Ubuntu

 

 “Conversas necessárias”


Quanto tempo! Cada dia um novo capítulo é escrito. O mais lindo é que, quanto mais páginas adicionamos ao livro, mais ele se torna o nosso favorito. Estamos sincronizados, escrevemos juntos e separados, escrevemos todos os dias para manter a constância.


Foram várias conversas. Aliás, têm sido várias conversas. Talvez, sem elas fosse impossível. Encontramos solução sempre. As conversas trazem soluções. Somos diferentes algumas vezes, e claramente procuramos sempre entender e respeitar o posicionamento um do outro.


Quão essenciais são as conversas necessárias! Aquelas que usamos desde o princípio, lembras? Quando nos comprometemos sem qualquer influência, sem qualquer plateia. Apenas nós dois e a certeza de que queríamos seguir juntos.


Que as conversas necessárias nunca faltem. As conversas sobre a vida, sobre a viagem a curto, médio e longo prazo. Sobre os planos de tudo que ansiamos juntos e sabemos que somos os únicos responsáveis para que nada dê errado. É apenas sobre isso, sobre ter conversas necessárias o tempo todo e lembrar de tudo que combinamos longe dos olhos de todos.


Por: Luis da Silva Ubuntu

Imagem: Pinterest 

27.09.2025

#DoSambilaParaOmundo 

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sábado, 19 de abril de 2025

Vencedor do concurso de Resenha do livro “Kianda: O que o mar traz, o mar leva”

 



Anúncio do Vencedor do Concurso de Resenha do livro – “Kianda: O que o mar traz, o mar leva”.


Queremos expressar a nossa sincera gratidão a todos os participantes do concurso de resenha dedicado ao livro “Kianda: O que o mar traz, o mar leva” do escritor Luis da Silva Ubuntu. 


Foi inspirador ler tantas interpretações sensíveis, profundas e criativas sobre o livro. Cada resenha revelou o impacto que a história teve em vocês. Agradecemos pelo tempo, dedicação e carinho com que mergulharam nesta obra.


Com grande alegria, anunciamos o vencedor desta edição:


Sandro Sebastião


Sua resenha destacou-se pela originalidade da leitura, pela clareza da análise e pela forma como capturou a essência simbólica da obra. Parabéns, Sandro Sebastião.


A todos os outros participantes, o nosso muito obrigado. Continuem a ler, a escrever e a partilhar o que a literatura angolana vos desperta. Que outras marés nos tragam novos encontros com a palavra!


Brevemente a continuação e o lançamento do livro físico “Kianda: o que o mar traz, o mar leva”. 


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segunda-feira, 10 de março de 2025

Kianda: O que o mar traz, o mar leva - Livro de Luis da Silva Ubuntu


 Conta-se que a Kianda vivia nas profundezas dos mares de Angola, especialmente nas águas que cercam Luanda. Diziam que era na ilha de Luanda e no Mussulo que mais amava passear. Era uma criatura mística, envolta em mistério, e poucos conseguiam descrevê-la com precisão. Alguns diziam que era uma mulher de beleza inigualável, outros afirmavam que se tratava de uma sereia, com os cabelos longos, pele cintilante e muito poder, com capacidade de enxergar além do tempo. Alguns a viam como bondosa, uma entidade cheia de amor, mas havia quem dissesse que sua bondade era apenas uma fachada e que ela matava para aumentar o seu poder todos os anos.

Numa manhã nevoenta, enquanto a brisa do mar parecia sussurrar segredos antigos, Kianda viu um homem solitário e abatido à beira-mar. Seus passos eram pesados, sua alma marcada pela dor e pela pobreza. Ela se aproximou dele, sem fazer um único som, e, em um tom que parecia vir das profundezas, perguntou: "O que deseja, homem? Farei o que for necessário para te conceder o que queres. Porém, lembre-se: após algum tempo, o que receberás deverá ser devolvido infalivelmente." O homem, sem hesitar, aceitou. O que ele não sabia era que, ao fazer esse pacto, selava o seu destino de uma maneira irreversível.


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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

“Eternos namorados” - Por: Luis da Silva Ubuntu

 



“Eternos namorados”

Independente da data, ou talvez do presente em falta, que não falte nós! Tem sido assim durante os últimos anos e, sinceramente, estes têm sido os melhores dias da minha vida. Os dias em que somos nós! Cada vez mais, a certeza de que somos a escolha certa um do outro, que entre nós tudo é perfeito quando conversamos sobre as nossas imperfeições.

Eternos namorados! Segura a minha mão e, juntos, vamos além dos nossos sonhos. Um sorriso e um brinde; disseram que não duraria tanto e, agora, até a ampulheta da vida escorre a areia de forma lenta para que aprecie a nossa linda história de amor por muito tempo.

Nunca foi apenas sobre o presente! Aliás, é sobre dar tudo para que, no futuro, continues o meu presente. Plantar sorrisos e colher felicidade; plantar promessas, cumprir e colher realizações.

Que continuemos eternos namorados! Hoje, amanhã e sempre. Que tudo o que surgir para nos afastar possa nos aproximar mais. Desejo que, vestidos das nossas melhores vestes, nos apresentemos diante da igreja; abençoados pelo padre ou pelo pastor, desde que seja verdadeiramente um homem de Deus e de coração limpo, que nos deseje infinitas bênçãos e felicidades. Quando tudo isso terminar, que a gente volte no domingo, bem velhinhos, cabelo grisalho, bíblia na mão e alegria no coração, com a certeza de que continuaremos eternos namorados.


Feliz dia dos namorados 💘 

14.02.2025

Por: Luis da Silva Ubuntu

Imagem: Pinterest 

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

“Os números mudaram” - Um texto de Luis da Silva Ubuntu

 


“Os números mudaram” 


Mais uma vez, os números mudaram! As expectativas são altas, mil e um planos traçados e mil promessas de mudanças que, quase sempre, só são feitas no primeiro dia do ano. A euforia em alta, brindes e danças por mais uma vez testemunharmos a mudança dos números, que podem trazer verdadeiras mudanças ou simplesmente manter tudo igual. É importante lembrar que os números vão continuar a mudar, mesmo quando já não estivermos aqui!


Mais uma vez, os números mudaram! Novamente o ciclo volta ao início; novamente temos 365 dias para fazermos coisas que podem mudar as nossas vidas, quer seja positivamente ou negativamente. O resultado, quase sempre, é reflexo das nossas acções. Claramente falo das coisas que podemos controlar!


Se nada mudar em nós, apenas serão os números a mudar como sempre. Novos anos não trazem nada novo se continuarmos os mesmos! Se continuarmos negativistas, preguiçosos, invejosos, ilusionistas e sem objectivos, tudo continuará igual por aqui. A euforia será apenas pela mudança de números, e mais nada. 


Que não sejam apenas os números a mudar! Que sejam feitas coisas diferentes para termos um ano diferente ou, talvez, coisas iguais as do ano passado que serviram de sucesso para nós. Agradeça a Deus por testemunhar mais uma vez a mudança dos números, e faça acontecer para que 2025 seja um ano repleto de conquistas em meio a todas tempestades que possam surgir. Que não sejam apenas os números a mudar! 


01.01.2025

Por: Luis da Silva Ubuntu 

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